O “ESTE POST” é para ao empreendedor ou empreendedora de um negócio pequeno ou médio e que deseja iniciar ou expandir sua operação no mundo online, ampliando suas vendas.

O mundo online, definitivamente não possui mais espaço para amadores. O planejamento e preparo antes de se aventurar no mundo web é parte integrante de todo e qualquer negócio de sucesso.

O conjunto de ideias e dicas abaixo foram pensadas e estruturadas para você otimizar seu dia-dia, errar um pouco menos e focar seu tempo no que realmente interessa para seu negócio online crescer de forma sólida e mais rápido. Construir um negócio de sucesso no mundo online depende de uma série de fatores e você, como empreendedor(a), terá que pensar, testar e implementar todos eles. Aquela famosa lei do mínimo esforço e máximo retorno não existe [talvez nunca tenha existido]. Portanto prepare-se e leia com atenção:

1. Tecnologia: construa sua plataforma online ou selecione uma versão de prateleira

O primeiro passo é dedicar um bom tempo para analisar as possíveis soluções de tecnologia que você utilizará. Lembre-se de que se você está pensando em construir um negócio de sucesso e não apenas uma aventura temporária, você praticamente se casará com esta tecnologia por algum tempo. Portanto, não tome uma decisão precipitada ao escolher a primeira oferta sem antes consultar outras alternativas no mercado. Atualmente, existem centenas de caminhos que você poderá seguir como base tecnológica para sua empreitada online. Fizemos uma análise rápida sobre as principais delas com algumas vantagens e desvantagens de criar uma solução própria ou utilizar soluções existentes (ou de prateleira):

Tecnologia Própria de Loja Virtual: neste caso, você selecionará uma ou mais linguagens de programação e desenvolverá uma solução exclusiva para o seu negócio com uma equipe interna de desenvolvedores e programadores. Dentre todas as linguagens, nossa sugestão é ficar com as principais pela facilidade de encontrar profissionais especializados tais como: PHP, Asp, Ruby (profissionais um pouco mais caros por enquanto) Python, C#, .Net e Java. Existem outras, porém não tão comuns para o seu momento.

  • Vantagens: possibilidade de criar uma solução específica e totalmente customizada para a sua necessidade, facilidade de manutenção e agilidade na correção de possíveis bugs ou implementação de melhorias e novidades. É comum você possuir novas ideias durante a fase inicial do seu negócio. Uma equipe própria te permite testar muita coisa, além de poder criar, quase que exclusivamente, atributos únicos para a sua plataforma.
  • Desvantagens: tempo de desenvolvimento elevado (em geral levará entre 4 a 5 meses para ter a versão beta no ar e de 8 a 10meses para ter sua solução completa, no mesmo patamar de uma solução pronta madura), necessidade de investimento em equipe técnica, além da curva de maturidade e resultados (taxa de conversão, recomendações, etc) será mais longa do que utilizar uma solução pronta.

Solução de Loja Virtual de Prateleira: Nesta modalidade, existem realmente muitas opções no mercado que você deverá considerar antes de escolher a sua, tais como Vtex, Ciashop, Nuvem Shop, Shopify, Loja Integrada, Minestore, Sitepx, Big Commerce. Apenas reforçando que estas sugestões não foram listadas em ordem de importância, pois cada uma oferece atributos únicos. Mas cuidado com as desvantagens abaixo.

  • Vantagens: rapidez no lançamento da sua loja, boa relação de custo X benefício pra quem está começando, baixo índice de bugs, equipe de início do seu negócio reduzida, algumas ferramentas apresentam a possibilidade de customização sem a necessidade de uma equipe técnica. Curva de maturidade acentuada, seu negócio estará pronto para o consumidor online mais rapidamente. Nós do ConcordiaNet utilizamos aos clientes a plataforma WooCommerce WP que não se inclue nas desvantagens no item abaixo, pois são totalmente controlada por nós e com licença única para operar entre servidores em seus módulos, ou seja se o cliente quiser mudar de servidor poderá ficar a vontade.
  • Desvantagens: dependência de uma empresa terceirizada para realizar qualquer mudança em sua loja virtual, limitações de produtos, suporte limitado às opções disponíveis do parceiro. Já houve casos que presenciamos onde simplesmente uma loja de prateleira desapareceu do mercado e o cliente perdeu todos seus dados e seu e-commerce. Ou seja uma loja de prateleira o Banco de Dados não é seu, se quiser migrar para outra loja ou servidor, perde tudo.

2. Facebook Ads e Google Adwords

O mais indicado para qualquer pessoa que estiver começando uma operação online é justamente fazer um pouco de tudo no início para aprender na prática o que se deve e não deve fazer. Pense no seguinte: se você, no dia 1, começa utilizando uma empresa de consultoria em Marketing Digital para criar e gerenciar seus anúncios no Facebook ou Google Adwords, por exemplo. Eles vão te cobrar algo entre R$ 2.000 e R$3.000 / mês (as mais baratas) para criar e gerenciar suas campanhas nestes dois canais. Primeiro que, este talvez seja o seu orçamento de publicidade mensal. Segundo que muitas destas empresas estão acostumadas a gerenciar contas muito maiores do que a sua (leia-se com um orçamento muito maior e com uma margem de tolerância ao erro muito maior do que a sua). Quem você acha que dará mais valor para seu dinheiro: você ou eles?

Este é o princípio da economicidade. Entenda você mesmo onde seu dinheiro trará mais retorno com o menor custo possível. Não deixe ninguém fazer isto por você, pois a brincadeira pode sair cara. Depois de aprender e entender melhor a equação de crescimento do seu negócio, comece a delegar, distribuir e terceirizar o que pode ser feito fora de casa,  aquilo que é menos estratégico e não faz parte da espinha dorsal de crescimento do seu negócio.

Se você leu este artigo depois de ter contratado sua agência, então sugerimos o seguinte plano de ação para os próximos 2 meses:

Mês 1: avalie os resultados das campanhas dia após dia, semana após semana. Os principais indicadores para você acompanhar são: CPC / CPM / CPL (o que fizer mais sentido para sua campanha), Cliques, Taxa de Conversão, ROI (retorno sob investimento), Bounce Rate, Ticket Médio, CAC (Custo de Aquisição do Cliente), Investimento por dia e qualquer outro que você achar pertinente para seu segmento de negócio.

Mês 2: revise os resultados e ouça as recomendações de melhoria e otimização das campanhas proposta pela agência. Avalie os resultados novamente, dia após dia, semana após semana.

Após este experimento, você deverá realizar as seguintes considerações:

a) Qual volume de vendas obtido semana após semana? Os resultados melhoraram?  Qual valor investido dia após dia? Algum produto ou categoria se sobressaiu em relação aos demais (tanto positiva quanto negativamente)?

b) Calcule o ROI (retorno sob investimento) para sua campanha geral dividindo o Valor das Vendas (oriundas apenas das campanhas) pelo Valor Investido (apenas nas campanhas). Você poderá fazer isto para cada uma das suas campanhas também.

c) Avalie se o ROI obtido faz sentido para seu negócio. Como? Simples: Qual sua margem líquida atual? 10%? 20%? 30%? Divida 1 pela sua margem e você descobrirá quanto deverá ser o seu ROI mínimo. Exemplo: se minha margem líquida é de 20%, então 1/0,2 = 5. Meu ROI mínimo para que minhas campanhas se paguem é de 5 vezes o montante investido. Corte as campanhas que não atingiram resultado algum, revise aquelas que não estão com resultado desejado, aumente o orçamento daquelas que possuem ótimo resultado (acima do ROI mínimo). Priorize, sempre, as campanhas com ROI mais elevado e acima do seu mínimo viável.

d) Não ficou satisfeito(a) com os resultados obtidos? Procure outras alternativas com a agência ou cancele o serviço e comece a fazer você mesmo(a). Em geral, você terá um pouco de dificuldade no início, mas qualquer empreendedor curioso vai atrás e aprende.

Ps.:  Um aviso para as agências. Sabemos da importância de terem um cliente que não fechará suas portas logo nos primeiros meses por aplicar seu orçamento reduzido  incorretamente. Portanto orientem seus clientes corretamente. Sabemos de como ficou cada vez mais difícil, caro e complexo obter bons resultados em Google Adwords, Facebook Ads, Afiliados, portanto fazer sozinho pode ser um grande desafio. Mas para quem está começando pode ser uma ótima alternativa para saber criar um briefing completo para você levar os resultados iniciais para o próximo nível.

3. Qualidade de conteúdo não é mais diferencial, é sua obrigação

Já se foi o tempo em que você podia ter uma Loja Virtual e não se preocupar com a qualidade do título do seu produto, da profundidade de detalhes da sua descrição e dos diferentes ângulos de imagens que apresentam seu produto. Cada vez mais, surgem lojas virtuais dos mais variados segmentos, produtos e características. Nos dias de hoje, a dificuldade é encontrar algo que não possa ser comprado online.

Se o mundo das lojas virtuais cresce a cada ano, a concorrência por um lugar aos olhos e cliques do consumidor virtual também aumentou bastante. Se antes conteúdo de qualidade diferenciava as melhores lojas online das medianas ou “meia-bocas”, agora, qualidade do conteúdo é condição essencial para você começar a brincadeira. Ah, e por favor, revise seu texto, pois erros gramaticais vão penalizar a indexação do seu conteúdo, além de ser ruim para a imagem da sua loja.

Quando falamos qualidade de conteúdo, queremos dizer especificamente 4 coisas simples de se entender:

a) Título: seja do seu e-commerce, de uma landing page, de um artigo de blog ou mesmo de um produto, o título é o argumento fundamental de indexação em mecanismos de busca. Se todo o resto tiver qualidade, o título tende a ajudar e muito você a ganhar algumas boas posições no Google.

b) Descrição: assim como o título, a descrição da sua página, produto ou landing page deve ser completa. Se você estiver fazendo uma descrição para um produto, ela deverá incluir todas as informações relacionadas a este produto, tais como Matérias-Primas, Processo ou Técnica Produtiva, Atributos Técnicos ou Configurações do Produto, Garantia, Cuidados com a Peça, História da sua Empresa, etc.

c) Imagem: O consumidor online compra com os olhos, ponto final. Depois de ser impactado pelo seu título no mecanismo de busca, a primeira impressão do item na loja virtual será por meio da imagem apresentada. Lembre-se de que em muitos casos, não será possível, tocar, sentir e testar o produto antes de comprá-lo. Quanto melhor a imagem, maior a probabilidade do seu cliente colocar seu produto no carrinho. Quanto mais opções de ângulos apresentadas ao cliente, maior o alinhamento de expectativa o produto desejado pelo cliente e o que ele está efetivamente comprando. Isto poderá ajudar você, inclusive, na redução de trocas ou devoluções. Nós do ConcordiaNet indicamos sempre aos clientes imagens com fundo branco acampada numa resolução 1000 x 1000 pixels.

d) Preço: se o valor real cobrado pelo seu produto (Preço de Venda) não estiver em equilíbrio com o valor percebido pelo cliente, de nada adianta seu produto ser lindo e maravilhoso, sua foto ser excelente e seu título e descrição serem completos e instrutivos. A falta de equilíbrio entre valor real e valor percebido faz com que alguém sempre sairá perdendo nesta equação. Entenda porque:

  • Valor Percebido > Valor Real: Seu cliente viu mais valor e utilidade em seu produto do que você está cobrando. Essencialmente, você está cobrando pouco pelo seu produto e está deixando dinheiro na mesa.
  • Valor Percebido < Valor Real: Seu cliente não encontrou o valor ou utilidade esperada. Pode ser que seu tripé (título, descrição, foto) não esteja 100% otimizado e você ainda pode melhorá-lo. Talvez seu produto seja ruim e está descobrindo que pode melhorá-lo. Neste caso, a verdade vai doer um pouco, mas o importante é não escrever as coisas na pedra e evoluir com o feedback e avaliação do seu cliente.
  • Valor Percebido = Valor Real: parabéns! Seu produto está em equilíbrio.

Poderíamos incluir nesta equação o preço da concorrência. Neste caso, poderíamos trabalhar com um gráfico tridimensional para plotar seu posicionamento perante a concorrência. Caso você trabalhe com produtos de concorrência elevada, este é um exercício fundamental para não perder vendas. Trabalhar com um preço competitivo ainda é um diferencial importante para vender mais.

4. Inbound Marketing

Este é um tema que tem ganhado cada vez mais força nos últimos 5 anos. Se você nunca ouviu esta expressão e trabalha com e-commerce há algum tempo, então está na hora de ler um pouco mais sobre o seu setor. Se você está começando agora, sinta-se um verdadeiro sortudo, pois você tem a oportunidade de começar sua empreitada online com o pé direito desde o dia 1.

Afinal, o que é Inbound Marketing? Inbound marketing é o conjunto de ações e ferramentas, tais como conteúdos, artigos, postagens, materiais, etc criados por você para atrair mais clientes para seu negócio. Ele é o inverso das ações tradicionais de marketing, em que o profissional corre, loucamente, atrás deu seus clientes para conseguir sua atenção.

A chave de sucesso para Inbound Marketing é justamente conteúdo de qualidade. Neste caso, o conteúdo pode ser uma resenha sobre seu produto ou mesmo um depoimento de seu cliente usado por você para atrair outros clientes que buscam aquele mesmo tipo de conteúdo. Em geral, um bom inbound (fluxo de entrada) é resultado de conteúdo fresco, criado e atualizado constantemente. O bacana desta prática é que ela é válida para todo e qualquer negócio, seja online ou offline.

Em um mundo em que a atenção do cliente está cada vez mais concorrida (e muito mais cara), você conseguir inverter a lógica e fazer com que seus clientes procurem você por temas relacionados ao seu negócio ou produto é um diferencial competitivo que pode determinar o sucesso ou fracasso da sua empresa.

Como comentamos anteriormente, gastar com Facebook Ads e Google Adwords é fácil. O difícil é fazer estas ferramentas darem o retorno que seu negócio precisa para sustentar seu crescimento. Tudo fica ainda mais complexo quando adicionamos (de novo) a concorrência. Lembre-se de que muitas palavras-chave possuem concorrentes de peso e um único clique pode passar facilmente dos R$10,00 (sim, um simples clique).

Existem ferramentas em Agências de Publicidades(não desenvolvedores e programadores web) que em termos práticos, irão ajudar você a entender seu funil de conversão:

  • Visitantes: todas as pessoas que visitaram seu e-commerce e interagiram com sua loja de alguma forma. Seja navegando no site, clicando em seus produtos, etc.
  • Leads: pode ser entendido como todos os clientes em potencial. São aqueles visitantes que colocaram produtos no carrinho ou que demonstraram algum tipo de interesse em seus produtos.
  • Leads Qualificados: é aquele segmento de leads que, além de terem demonstrado interesse e interagido com sua loja virtual, possuem todas as características para se tornarem clientes de sua loja.
  • Oportunidades: é o potencial de negócios que poderia ser gerado caso seus Leads Qualificados se tornassem consumidores de sua loja virtual. O interessante de você acompanhar este indicador é justamente entender o quanto você poderia converter se melhorasse seu serviço, plataforma, caminho de conversão, etc. É quase que desesperador ver o quanto de negócios nós perdemos diariamente.
  • Clientes: são aqueles leads que efetivamente compraram seus produtos e pagaram pelo seu produto. Aqui, é importante ser totalmente verdadeiro(a) com você mesmo e não se enganar no acompanhamento de carrinhos abandonados ou boletos bancários não pagos. Clientes = +dinheiro em sua conta corrente e ponto final


5. Terceirize apenas o que não é estratégico e forme um time completo, mas enxuto

Cuidado com a terceirização no início da sua empreitada. Terceirizar significa colocar um aprendizado estratégico para o momento do seu negócio na mão de outra pessoa ou empresa. Em muitos casos, fazer dentro de casa pode ser mais trabalhoso, estressante, mas pelo menos o aprendizado ficará dentro do seu negócio. Já comentamos sobre isto nas campanhas de marketing pago e isto é totalmente válido para outros serviços, tais como Criação de Conteúdo, Design, Desenvolvimento de Software, etc. Lembre-se, você como empreendedor(a) deve estar disposto

A equipe ideal para qualquer novo negócio de tecnologia começar é formada por apenas 2 ou 3 pessoas. 2 pessoas para quem quer começar utilizando uma plataforma de prateleira (solução pronta). 3 pessoas para quem irá desenvolver uma plataforma e tecnologia própria:

  • Pessoa 1) Você*: empreendedor(a) acima da média que está disposto a dedicar parte da sua vida para construir este negócio e, no início, fazer tudo o que os outros não fazem.
  • Pessoa 2) Programador(a): um desenvolvedor de software Full Stack, ou seja, completo. De preferência com experiência prévia no seu segmento. Esta pessoa será seu co-fundador, parceiro e focado na área técnica do negócio.
  • Pessoa 3) Designer / Front End: esta pessoa transformará todas as suas ideias em algo bacana, bonito e usável pelos seus usuários. Esta pessoa não precisa, necessariamente, ser um sócio no início. O salário irá variar bastante dependendo da região do Brasil. Procure uma pessoa com experiência prévia e avalie criteriosamente os trabalhos já realizados.

*Neste caso, estou assumindo que você não possui um background técnico (programador) e focará seus esforços no Comercial, Novos Negócios, Parcerias, Produto, etc. Caso você seja um programador, basta inverter a pessoa 1 pela 2.

6. O que não se mede, não se melhora

O que não se mede, realmente não se melhora. Porque? Simples… você não sabe o que melhorar. Quando você mensura algo e o compara com uma referência, você começa a entender se está indo bem ou não.

O primeiro passo é você começar a entender quais os indicadores mais importantes para qualquer Loja Virtual. Abaixo, fizemos uma lista daqueles que você deve acompanhar no dia 1 da sua loja virtual no ar:

a) Visitantes Únicos: total de visitantes únicos que acessaram sua loja. Este indicador pode ser facilmente obtido no Google Analytics.

b) Número de Pedidos: total de pedidos únicos recebidos em sua loja virtual. O interessante aqui é começar a acompanhar diariamente.

c) Vendas: é o montante total vendido em sua loja virtual, ou seja, o faturamento da sua loja em moeda corrente.

d) Taxa de Conversão: é o resultado da divisão entre o número de pedidos e o número de visitantes únicos. A média nacional é de 2,89%, ou seja, a cada 100 clientes que visitam uma loja, 2,89 efetuam 1 pedido.

e) Ticket Médio: é o resultado da divisão das Vendas e o número de Pedidos Únicos. Em geral, este indicador mostrará a média de gasto de cada cliente em sua loja virtual. Quanto maior o ticket, melhor, pois significa que um único cliente está gastando mais. Isto pode te dar maior margem para adquirí-lo.

f) Custo de Aquisição de Cliente: é o resultado da divisão entre o Total Investido em Marketing (Google Adwords, Facebook Ads, etc) e o número total de clientes únicos. Lembre-se de utilizar ambos os indicadores em um mesmo intervalo de tempo (mensal, diário, semanal, por campanha, etc).

g) ROI: é o retorno sob o investimento realizado. Já falamos sobre este indicador anteriormente. Ele poderá ajudar você a entender se continua ou não determinada campanha, ou até o mesmo o seu negócio como um todo.

h) Bounce Rate: é a taxa de visitantes que acessam seu site e visitam apenas 1 página. Estes, são os visitantes que não se engajam ou navegam em sua loja virtual. O importante aqui é entender o porque.

Existem outros indicadores interessantes para serem medidos que podem ser medidos, mas o importante é começar por alguma coisa. Após começar a medir estes indicadores, você precisa construir o seu Dashboard, ou Painel de Controle. Ele será o seu companheiro por horas e horas em seu dia. Algumas plataformas e empresas, tem no Painel de Controle onde é atualizado em tempo real de acordo com os últimos resultados da empresa e apresentado para todas as áreas em Monitores. Assim, todos sabem se estamos indo bem ou não e, principalmente, o que temos que melhorar.

Lembre-se de que na internet, tudo acontece muito rápido. O importante é mensurar seus resultados diariamente (no mínimo) para agir rápido sob o erro. Definir uma meta mensal de faturamento e, apenas no final do mês, verificar se a meta foi batida ou não é algo muito prejudicial ao seu negócio. O ideal é acompanhar seus resultados a todo momento.

Após começar a medir seus resultados, procure por referências em concorrentes ou lojas similares. Comparar seus resultados com outras lojas virtuais ajudará você a entender se está fazendo um bom trabalho ou não. Algumas ferramentas interessantes para você criar seu Dashboard (em tempo real ou não) são Google AnalyticsGoogle Sheet, Supermetrics (para Google Sheet), RJ Metrics, Klipfolio ou ClicData. Algumas são gratuitas, outras são pagas. O mais indicado é você começar com o bom e reformulado Google Sheet. Atingiu um resultado mais representativo? Comece a pensar em uma ferramenta paga. Enquanto isto, o foco é gerar mais resultado e melhorar sua performance.

7. Nível de Serviço: Suporte e Atendimento excelentes

Conhecemos muita gente que simplesmente não quer abrir uma loja virtual ou vender na internet pois tem medo da reputação que irá criar. Realmente, não ter uma boa reputação é algo muito prejudicial para qualquer negócio. A pergunta que você deveria fazer é como construir uma reputação ruim? Não fazendo nada pelo seu cliente. Simples assim.

Construir uma boa reputação para sua loja virtual exige esforço e muito trabalho para responder todas as dúvidas de todos os seus clientes o mais breve possível, enviar seus pedidos e realizar suas entregas no prazo, entregar um produto de qualidade e, claro, ao final, pedir a opinião / avaliação do seu cliente.

Para quem está começando agora, o fator reputação (ou falta de reputação) pode se tornar uma grande barreira para conquistar aqueles clientes mais exigentes e desconfiados. Por este motivo que o quanto antes você começar a construir e comunicar esta reputação, melhor.

Muitos se perguntam: “O que eu mais odeio em minha loja são publicações no Reclame Aqui ou em sites do gênero como Reclamão ou Ebit“. Ok, dá para entender. Sabemos como é difícil ouvir uma crítica dura contra o seu negócio. Mas a verdade é que nenhum negócio é perfeito e críticas sempre vão existir. Esta é a melhor oportunidade para você ler com atenção, entender onde errou, admitir o erro e repará-lo da melhor maneira possível para você e para seu cliente. Uma crítica bem respondida vale mais do que uma avaliação positiva sobre seu negócio, pois mostra que você está preparado para situações que saíram do controle. Mais do que isto, mostra que seu negócio é real, como todos os outros. Mostra também que você se preocupa com seus clientes. Portanto, seja educado em sua resposta. Se seu cliente estiver errado, mostre o erro educadamente e finalize a questão.

Uma dica para respostas em sites como Reclame Aqui é nunca se prolongar demais com múltiplas réplicas e tréplicas. Procure ser o mais direto possível. A melhor forma é sempre ligar para estes clientes insatisfeitos. Você irá notar que, na maioria das vezes, o cliente baixa a guarda para você ter uma conversa sincera. Aproveite esta oportunidade para melhorar e reconstruir o relacionamento perdido.

No início, você será sua equipe de atendimento ao cliente. Procure separar bem o seu lado empreendedor e apaixonado pelo seu negócio nos momentos em que estiver respondendo emails ou mensagens de clientes. Por experiência própria, quando você se envolve demais com cada situação, você irá perder o foco no que é realmente importante e estratégico para seu negócio. Portanto cresça logo e contrate uma equipe de atendimento (nem que seja 1 pessoa).

Uma vez que você possui uma equipe, o desafio é qualificar seu time e manter uma relação próxima entre você e este time. Muitas vezes, as melhores ideias de como melhorar sua loja virtual vêm justamente desta interação com seus clientes.

Portanto lembre-se, ter reclamações  não é o fim do seu negócio. É apenas o começo da construção da sua reputação. O importante é como você trata tais situações. Como você age sobre o seu próprio erro e como seus clientes entendem tais ações. Assumir este tipo de postura responsável levará seu negócio para frente.

8. Comece com os Correios, mas considere outras soluções no futuro

Infelizmente, hoje no Brasil não temos muitas opções de empresas de logística que fazem frente aos Correios em termos de capilaridade na entrega. Na verdade, não temos nenhuma empresa que consiga entregar a mesma capilaridade dos Correios. Diferente dos Estados Unidos, por exemplo, onde não apenas o Correios Americano (USPS) atende o país inteiro, como também UPS, Fedex e DHL. O fato do Brasil não possuir concorrência de peso neste segmento é realmente muito ruim para todos. Mas empreendedor que é empreendedor se vira com o que tem e melhora com o tempo.

Portanto, se você puder, comece com os Correios. Com o tempo, será natural você procurar outras soluções em logística que apresentem melhor nível de serviço, menor índice de atrasos, perdas, roubos ou desaparecimento de carga. Quando você começar a ter um volume relevante com os Correios, você verá que o buraco negro da empresa está no Rio de Janeiro. Grande parte das encomendas enviadas para o Rio (cidade) são ???. Correios, isto precisa mudar.

Por este motivo, quando começar com os Correios, sempre inclua o seguro em suas cargas declarando o valor total do seu pedido sendo Pac ou Sedex. Um contrato tambem ajuda muito no custo frete

Após atingir um nível de gasto superior a R$5.000,00 / mês com os Correios, considere a opção de trabalhar com o Sispostag, empresa que fará todo o trabalho de monitoramento de todos os seus pedidos perante os Correios. Eles se encarregam de abrir reclamações, solicitar o reembolso dos fretes referentes a cargas roubadas, bem como o valor do seguro. Pasmem, mesmo o status de uma encomenda estando como “carga roubada”, os Correios não fazem o reembolso automático para o seu contrato. Portanto ter alguém para te ajudar nisto é uma mão na roda. O único fator negativo da Sispostag é o custo. Muito alto.

9. Turbine suas vendas com Marketplaces Online

Um dos modelos de negócios que tem demonstrado ótimos resultados em diferentes segmentos é o de Marketplace Online.

Em geral, marketplaces são canais de vendas que apresentam dois lados: Vendedores e Compradores. Portanto, diferente da sua loja virtual, onde você é um único lojista vendendo seus produtos para múltiplos clientes, no marketplace, você anunciará seus produtos juntamente com outros lojistas que concorrem por múltiplos clientes. Qual a grande vantagem deste modelo? Tráfego, simples assim. Grandes marketplaces possuem o tráfego que você não tem e, provavelmente, nunca terá sozinho.

Hoje, no Brasil quase todos os grandes varejistas online abriram as portas do seu site para lojistas de diferentes segmentos anunciarem produtos de nicho. É o caso da B2W (Submarino, Americanas e Shoptime), do Walmart, da CNOVA (Extra, Casas Bahia, Ponto Frio, Barateiro e CDiscount) e, obviamente, o Mercado Livre.

Existem aqueles marketplaces que são abertos, como é o caso do próprio Mercado Livre,, Etsy ou Elo7. Também existem aqueles que são fechados como a B2W, Cnova e Walmart. Nestes últimos, para começar a vender somente seguindo o passo a passo abaixo:

a) Possui resultados significativos em seu e-commerce? Se sim, continue lendo o passo a passo abaixo, se ainda não, avance para a Dica 10 deste artigo.

b) Decida qual marketplace você irá focar inicialmente: B2W, Cnova, Walmart.

c) Entre em contato com a equipe comercial do Marketplace de seu interesse. Isto poderá levar algum tempo, caso o marketplace esteja focado em publicar produtos de quem já está cadastrado.

d) Reúna toda a documentação solicitada pelo Marketplace: em geral, são entre 15 a 20 certidões negativas para provar que seu negócio está em dia com o fisco municipal, estadual e federal, além de polícia e afins. Este processo poderá levar até 1 mês. Muitos negócio param por aqui. Se este foi seu caso, avance para a última dica deste artigo: Dica 10.

d) Negocie os termos e condições comerciais com o Marketplace, tais como Comissão, Nível de Serviço e Prazo de Pagamento. Esta etapa poderá levar de 1 a 3 meses, dependendo de quão boa for sua proposta de produtos.

e) Uma vez aprovado o acordo, integre sua plataforma tecnológica com o Marketplace. Neste caso, será necessário você possuir um ERP, uma ferramenta de E-Commerce e um acordo com uma Transportadora (Correios, neste caso). Se sua equipe de tecnologia for rápida, este processo poderá levar até 2 meses para que seja homologado pelo Canal de Vendas. Existem algumas ferramentas de Loja Virtual que já estão integradas com os principais marketplaces, o que te poupará um pouco do trabalho.

f) Com sua tecnologia integrada, hora de enviar seus produtos para o Canal revisar, produzir e publicá-los. Em geral, este processo tem levado de 15 a 30 dias úteis dependendo do canal. Alguns canais como Walmart, o prazo de publicação de produtos está acima de 6 meses.

g) Uma vez publicados, seus produtos começam a ser expostos para um grande volume de clientes em potencial. Aí fazer bem o que você já fazia em sua loja virtual: enviar e entregar bons produtos no prazo.

Qual o prazo total de conclusão deste processo? Entre iniciar a negociação com o Marketplace, fechar o acordo comercial, reunir a documentação necessária, integrar a tecnologia, listar seus produtos e receber seu primeiro pedido: 6 a 8 meses. Sim, este é um longo tempo para um negócio que precisa de mais vendas hoje. Se você não pode esperar tanto tempo, avance para a Dica 10 deste artigo.

E se você pudesse vender nos principais marketplaces do Brasil em um prazo muito menor e sem qualquer burocracia tecnológica? De novo… avance para a tão esperada Dica 10.

10. Como os Integradores, podem lhe ajudar a você a vender nos maiores Marketplaces Online do Brasil.

Primeira Constatação: O principal vilão para as PMEs encerrarem suas atividades no Brasil é volume de vendas. Ok, carga tributária, burocracia e altos custos relacionados a sua operação são fatores que também contribuem para o insucesso de muitos negócios. Porém vendas ainda é a principal força motriz que impulsiona o crescimento de qualquer negócio no Brasil e no mundo. Mais vendas significa maior escala, menos custo fixo por produto vendido e, consequentemente, maior margem para seu negócio crescer saudável.

Segunda Constatação: Toda empresa que precisa de mais vendas, adoraria vender seus produtos nas principais vitrines do Brasil e do mundo, tais como Submarino, Americanas, Shoptime, Walmart, Ponto Frio, Casas Bahia, Extra, Netshoes, Dafiti, Mercado Livre, etc.

Terceira Constatação: Talvez, você até já venda em alguns destes canais. Porém o gerenciamento das suas vendas, pedidos, produtos, estoque, entregas e pagamentos é realizado em ferramentas, plataformas e softwares diferentes e que, muitas vezes, não se comunicam. Aí o desafio é burocracia na gestão. Quanto maior o volume de vendas, maior o trabalho para você e sua equipe.

Suporte ConcordiaNet

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